Iluminando os Cantos #3B – Os Melhores Filmes de 2025

Esta lista é uma continuação da lista de melhores álbuns publicada por essa revista alguns dias atrás, então basicamente tudo o que falei na introdução dela serve para cá também. Apenas acrescentaria que a distribuição de filmes é bem diferente da de músicas, há filmes que assisti ano passado que tiveram lançamento no Brasil esse ano, assim como há aqueles que assisti esse ano que terão ano que vem ou simplesmente não terão. O critério então fica como lançamentos (lê-se filmes “oficialmente” deste ou dos últimos dois anos, mais ou menos) que eu assisti em 2025, acho que isso sublima o tom pessoal da lista – qualquer lista começa com a decisão muito pessoal do que assistir e do que não assistir, afinal – e sai o quanto possível do filtro da distribuição oficial e da lógica, tão mercantil quanto, dos festivais que tendem a prender cada obra a temporada do ano corrente.


Os Melhores Filmes de 2025

Foi um ano de crises, no cinema e fora dele. Acima de tudo foi um ano para se refletir como e quanto o cinema reage a essas crises e como essas reações são percebidas. É o tipo de reflexão que tem como centro o tempo, se um filme de estúdio demora anos entre a primeira concepção ao lançamento, esse tempo do meio pode ser cruel com a obra bem como pode beneficia-la. O filme de Paul Thomas Anderson Uma Batalha Após a Outra, por exemplo, foi uma das grandes unanimidades críticas desse ano e foi recebido como uma forte reação ao segundo governo Trump e as crises que os Estados Unidos passam esse ano, isso um filme que já estava planejado há pelo menos um ano antes das próprias eleições, por outro lado o de Spike Lee Luta de Classes foi recebido por alguns como um filme já atrasado e muitos desses comentaram do poster de Kamala Harris no quarto de um personagem, isso para um filme que foi feito com a mesma incerteza perante as eleições americanas que Anderson.

Falo desses dois pois adoro ambos – estão bem próximos na lista abaixo e se feita outro dia poderiam facilmente trocar de posição – e exemplificam bem o quanto essa urgência dos grandes temas podem aumentar e diminuir certos lançamentos, algo que não é novo mas há uma crescente. Tudo isso fica ainda mais perceptível em um ano com tanto mal estar quanto esse, as pessoas – digo desde os espectadores ocasionais até os críticos – buscam no cinema algo sobre as coisas fora da sala mas o mundo para qual o filme foi feito já não existe e obviamente isso entra na roda dos festivais e premiações, que estão, aliás, cada ano mais próximos.

Outra coisa que pensei durante a montagem foi a quantidade de logas de estreias notáveis, só nessa lista há quatro e consigo pensar em mais algumas que gostei ao longo do ano, não sei se é possível cravar algo como uma nova geração de cinema independente mas realmente não lembro de um ano recente com tantas estreias que gostei tanto de cineastas que com certeza vou querer acompanhar daqui para frente.


Hours Concur. Scénarios, Jean-Luc Godard

Me pareceu errado colocar este junto com o restante da lista. Talvez pelo simples fato de se tratar de um curta de cerca de 20 minutos, talvez pelo fato de ser tão diferente de tudo. O último trabalho de Godard foge um pouco do conceito autorretrato tardio e se aproxima mais de uma carta de suicídio, são pensamentos que percorrem uma vida inteira e o definem como artista e pessoa, há a morte pairando sobre tudo, o que encadeia um dos planos mais finais da história, há a guerra, há Desprezo, mas há também Welles e Rossellini. Tudo entre a vida e a imagem. O DNA e o RNA. Deixo-o então aqui onde sinto que deve estar: pairando sobre toda essa lista, todo esse ano, e tudo isso que chamamos cinema.


Menções Honrosas, em ordem alfabética:

  • Coração de Lutador: The Smashing Machine, Benny Safdie
  • La Tour de Glace, Lucile Hadžihalilović
  • Nas Terras Perdidas, Paul W. S. Anderson
  • Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out, Rian Johnson

25. As Estações, Maureen Fazendeiro

Arqueologia de tempos. Maureen Fazendeiro filma em seu primeiro longa solo o Alentejo escavando seus personagens, mitos, histórias, canções e sonhos, indo desde suas pinturas pré históricas até suas crianças sobrepondo todos os tempos que viveu o mesmo lugar. As cenas dos animais são um deleite a parte.


24. Nouvelle Vague, Richard Linklater

Filmar não é apenas sofrimento, há alegria também. Lidar em filme ficcionalizando os grandes eventos e personagens mitológicos do cinema pode ser uma grande armadilha. Armadilha na qual caiu David Fincher ao fazer da história de Orson Welles uma austeridade vazia e que também caiu Michel Hazanavicius ao lidar com o mesmo personagem de Liklater, Godard. O trunfo de Richard Liklater aqui é, ou contrário de Fincher, fazer dos bastidores de Acossado uma deliciosa comédia que sabe muito bem se curtir. Há sim aquela reverência esperada pelo tema mas o encantamento honesto com seus personagens tem sua importância e atinge ótimos momentos quando o quebra, há um divertidíssimo momento de Roberto Rossellini roubando comida de um coffee break que resume muito isso.


23. Sorry, Baby, Eva Victor

As vezes passamos por uma experiência horrível e logo depois precisamos fazer uma piada com aquilo para tentar processar. Esse é um pouco do sentimento de Sorry, Baby, estreia na direção de Eva Victor, que consegue controlar esse tom complexo de forma muito eficiente, tanto por sua direção, quanto por sua atuação. É um tipo de filme bem difícil de sustentar mas que Victor consegue com uma facilidade impressionante.


22. Hard Truths, Mike Leigh

Com talvez a protagonista mais desagradável da carreira de Mike Leigh – algo que é bem difícil de conseguir – Hard Truths é um daqueles filmes que te conquista com cenas com uma superfície muito engraçadas até que o retrogosto melancólico toma conta e devasta o espectador. Isso comandado por uma atuação incrível de Marianne Jean-Baptiste que consegue lidar com essa ambivalência de forma genial.


21. Missão: Impossível – O Acerto Final, Christopher McQuarrie

Obviamente há perigos em uma saga que chega a seu oitavo capítulo e se propõe a sempre dobrar a aposta mas a nova parceria de Tom Cruise com McQuarrie consegue entregar o que talvez seja o momento máximo da série em uma grande cena em um submarino. Se realmente for o último missão impossível – acho bem difícil – pelo menos termina com um final muito bonito reforçando o que talvez seja o que os filmes mais pregam: se tornar o mestre do próprio destino.


20. Kontinental ’25, Radu Jude

O humanismo e seus obstáculos contemporâneos. Vou comentar mais sobre Radu Jude mais a frente dessa lista, mas este talvez seja seu filme mais sóbrio em alguns anos, parte de uma promotora de justiça que precisa executar o despejo de um morador de rua para a construção de um hotel de luxo e vai lidando com sua culpa. A abordagem seca de Jude destaca o quão raso são os sentimentos da protagonista e gera, como de costume em seu cinema, um efeito cômico muito particular na relação dela com os grandes problemas do mundo.


19. O Esquema Fenício, Wes Anderson

Desde A Crônica Francesa, de 2021, Wes Anderson entrou em uma fase muito radical de sua carreira passando a examinar seu próprio estilo em jogos muito sofisticados de encenação e variações. Não é diferente aqui nessa nova empreitada, há aqui um senso de artificialidade – ou, melhor, de artificioso – muito próprio e autoconsciente, típico de autores que entram em crise com o próprio método e extraem desses momentos seus momentos mais criativos. A variação aqui está na trama farsesca que se monta no esquema financeiro internacional do protagonista, como um Mr. Arkadin (1955) feito a partir desse estilo desdobrado de Anderson.


18. Eephus, Carson Lund

O último jogo em um campinho de baseball onde será construída uma escola e todo o tipo de gente da cidade vem tentar realizar esse ritual fúnebre. A estreia do diretor Carson Lund é uma comédia melancólica que celebra a grande perda de tempo que parece o baseball e acha algo realmente afetuoso entre esse vazio e todos esses homens solitários que se reúnem para isso.


17. Garça Azul, Sophy Romvari

Outra maravilhosa estreia. Filme de processamento de trauma pelo fazer fílmico que consegue por duas partes bem distintas dar conta de emoções muito complexas. Muito sensível e poderoso, torço para que no próximo ano tenha uma distribuição maior e encontre o seu público, até por isso tento ao máximo manter seu mistério aqui.


16. Foi Apenas um Acidente, Jafar Panahi

É com certeza um passo para algo mais tradicional de Jafar Panahi, considerando o que ele fez desde 2010, quando foi preso e proibido de filmar pelo o governo iraniano, mas não por isso é um filme menos complexo. Parte de uma história muito direta e se desenvolve todo a partir do questionamento “é correto se vingar de seu torturador?” em um tom muito bem calculado entre o dramático e a comédia mórbida e provavelmente essa estrutura muito simples e bem executada que permita um final tão forte e sintético.


15. Pai Mãe Irmã Irmão, Jim Jarmusch

Relações e farsas da vida familiar tardia. Em divertidos dois primeiros episódios, Jim Jarmush constrói divertidas situações de filhos que sofrem em se relacionar com seus pais mais velhos, com ambos os lados escondendo segredos dos outros e sempre uma sensação que algo está sendo escondido do espectador. Já no terceiro e últimos capitulo, essa relação toda é desconstruída em um momento muito emocional do longa, é um filme que funciona melhor como conjunto do que pelos episódios separados, o que deve ser o objetivo máximo de qualquer projeto desse tipo.


14. Folha Seca, Alexandre Koberidze

Os pequenos detalhes da estrada. O filme de Koberidze filmado em um Sony Ericsson herda de Kiarostami esse amor pelos percursos e enxergar nele esses pequenos momentos que fazem a jornada valer a pena em uma série de pinturas em baixa resolução que recompensam os olhares abertos para recebê-las.


13. Morte e Vida Madalena, Guto Parente

Um filme apaixonante. Essa comédia de Guto Parente segue Madalena, uma produtora cinematográfica grávida de 8 meses fazendo de tudo para realizar o último projeto de seu recém falecido pai. Fazer cinema tanto como ofício tanto como caminho de vida, e tudo que ela traz, os amigos, os desafetos, os amores e os momentos. Sobre como os trabalhos devem nascer de um jeito ou de outro, mas no tempo.


12. Mirrors No. 3, Christian Petzold

A típica história de fantasma de Christian Petzold encontra aqui um filme que parece se interessar mais no puro mistério, levando tudo a um nível muito essencial. Há sempre um vazio inexplicável em suas relação e espelhos, tudo guiado por um Paula Beer como sempre perfeita. Há uma cena envolvendo a música The Night dos Four Seasons que deve ser uma das grandes do ano.


11. O Que a Natureza te Conta, Hong Sang-Soo

Hong Sang-Soo desenvolve uma relação quase bressoniana com a juventude ao articular a fascinação pelos mais jovens e um olhar distanciado daquele mais velho que percebe os erros das novas gerações. Tensiona o patético com acolhedor, o cinismo com a honestidade numa daquelas variações em torno da tradicional base do diretor que faz quem já conhece seu cinema se sentir em casa mas mesmo assim descobrir novas perspectivas.


10. Trilha Sonora para um Golpe de Estado, Johan Grimonprez

Um documentário que entende tanto a História quanto o Jazz como variações em torno dos mesmos temas e a partir dessa sobreposição consegue um triunfo de montagem e raciocínio, complexos que miram muito alto e conseguem triunfar. Vai jogando com a música e os depoimentos de forma muito feliz até chegar em seu poderoso momento final.

Uma nota aqui para falar que se o Oscar e o circuito de premiações trazem algo bom ao cinema é fazer que um filme de um cineasta como Grimonprez estreie em circuito comercial no Brasil, mesmo que pequeno.


9. Avatar: Fogo e Cinzas, James Cameron

O terceiro filme do mundo em que James Cameron está mergulhado há 30 anos é mais uma prova de como ele é um dos únicos diretores que conseguem orçamentos gigantes e sabem como usá-los. Um mergulho dentro de seu próprio universo que te faz por vezes perguntar o quão malucos são os caminhos que a história e o raciocínio de Cameron sobre natureza e coletividade podem tomar – todas as cenas envolvendo a sociedade das baleias são bem especiais nesse sentido – mas ele sustenta essas decisões de forma excepcional em um longa na verdade formatado como blockbuster a moda antiga. Daquele tipo de autor que todo o novo filme é uma lembrança do encanto que essas produções enormes podem trazer.


8. Luta de Classes, Spike Lee

A reimaginação que Spike Lee faz do clássico Céu e Inferno de Akira Kurosawa toma um foco bem diferente. Se o original tinha muito forte seu dilema moral e funcionava sobre um conto de como mídia e o sistema policial sempre privilegiam os mais ricos, aqui temos uma história muito mais focada no envelhecimento de seu protagonista, agora um músico que virou empresario, e sua perda de contato com a indústria musical. Muito difícil não pensá-lo como um autorretrato do próprio Spike Lee e sua posição atual como, ao mesmo tempo, um veterano respeitado e um cineasta meio que jogado para escanteio pelas produtoras, esse próprio filme foi produzido pela Apple e criminosamente mal lançado nos cinemas. De todo jeito Lee ainda tem uma força enorme aqui e acho que finalmente encontra seu estilo tardio que chegou perto em Da Five Blood em um filme que encapsula muito uma certa crise moral pós-obama dos Estados Unidos.


7. Uma Batalha Após a Outra, Paul Thomas Anderson

De certo ponto de vista uma dupla interessante com o filme anterior da lista, aqui também temos um filme sobre envelhecer e perder o contato com o que te definiu na juventude, se no Spike Lee era um músico que se afastou de sua arte, aqui um revolucionário que foi com o passar dos anos foi virando um conservador que temia. Há muito o que se falar sobre o filme e como Paul Thomas Anderson interpreta Pynchon de forma expansiva, mas leve – há mais semelhanças com sua excelente comédia Licorice Pizza que com Vício Inerente, sua primeira incursão ao autor – mas gosto de pensar nessa parte de envelhecimento, principalmente com seu final tão otimista com o futuro e as novas gerações.


6. Fuck the Polis, Rita Azevedo Gomes

Fuck the Polis é um filme muito peculiar na carreira de Rita Azevedo Gomes, a começar pelo o título que fez muitos esperar uma coisa muito mais agressiva, mas demonstra sua enorme criatividade, ela faz aqui um filme com quase nada, junta lá uma equipe que cabe toda em um carro com alguns atores amigos e um bom jovem cineasta que a ajuda na fotografia, separa umas imagens de arquivo próprio com uns textos que gosta e com isso dá em tudo um nó de montagem que cria uma obra impressionista que dá conta de múltiplos tecidos de memórias e de tempos que se sobrepõe guiados pelo olhar da diretora.


5. Broken Rage, Takeshi Kitano

Kitano, o mafioso e o palhaço. Aos 78 anos, o consagrado diretor japonês une seus filmes de máfia com seu período inicial como comediante em uma surpreendente virada de estilo tardio. Com apenas 66 minutos, é um filme que atira para todo o lado – ha! – e em determinado momento sobra até pros espectadores da Amazon, financiadora do filme. É realmente uma alegria ver ele ainda se auto dirigindo e como ele tem tanta consciência sobre o próprio corpo, seja para potencial dramático, seja para cômico, e é tanto o Kitano fazendo apenas o que ele quer que fica até difícil de acreditar que tenha sido produzido por um estúdio tão grande, mas que também não surpreende ter sido quase que descartado como foi.


4. Dracula, Radu Jude

Radu Jude foi um autor já celebrado na virada dos anos 2000 para 2010 como um dos grandes nomes da nova onda do cinema romeno e parece ter chegado ao ponto mais alto dessa fase com o grandioso Não me Importo se Entrarmos para a História como Bárbaros, de 2018. Depois disso parece ter entrado em crise com o próprio processo e mudou completamente sua abordagem, passou a lançar dois, três filmes por ano, sempre com ideias rápidas que conta não querer desperdiçar, sua fonte criativa parece inesgotável e está claro que importa muito mais para ele agora fazer do que chegar a perfeição esculpindo cada filme por muito tempo.

Tudo isso para falar que talvez Dracula seja, por agora, o ponto mais alto dessa nova fase do romeno, um filme tão criativo quanto doentio, sabe que a inteligência artificial generativa é o lugar onde as imagens vão para morrer, mas, se o cinema está em constante morte, deve explorar essas vales e lá achar suas impossibilidades, obviamente não sobra muito espaço para esperança no meio disso e nem é um filme que vai pegar todo mundo mas, por bem ou por mal, é impossível não sair de suas três expansivas horas sem a cabeça mexida.


3. The Mastermind, Kelly Reichardt

Assistir um filme de Kelly Reichardt é sempre refrescante por eles te lembrarem que ainda há espaço para um raciocínio formal tão complexo no cinema americano. Ela aqui faz o que talvez seja o filme mais dinâmico de sua carreira – por mais que isso tenha sido difícil de acreditar para os que não a conheciam – sem deixar de lado seu método construído ao longo das últimas décadas, acompanha, primeiro, um roubo a um museu e, depois, a fuga do ladrão pelo o país. É muito fácil vê-lo e pensar se tratar de um filme sobre um homem, o que de certa forma não deixa de ser, mas se aproxima muito mais de um filme sobre a relação deste homem com seu próprio tempo e como esse segundo é inescapável. Aí que está a graça de Reichardt, ela faz um filme político sem parece-lo, faz um filme complexo parecer simples e faz o estritamente essencial se expandir para o todo com uma sofisticação rara.


2. Blue Moon, Richard Linklater

Depois de mais de uma década com o roteiro feito, o resultado de Blue Moon é um presente, uma celebração da colaboração entre Ethan Hawke e Richard Linklater em um filme que equilibra um personagem irônico e engraçado dentro de um tom profundamente melancólico. Lorez Hart é o derrotado da situação e ele não tem cabeça para o otimismo irritante de Oklahoma!, que todos a seu redor parecem ter amado, o que o faz entrar numa espiral de amargura, amores e ódio numa série de reflexões sobre seu próprio processo artístico e sexualidade. How can you give voices to the whole chorus of the world if the whole chorus of the world isn’t already inside you?


1. Cloud: Nuvem de Vingança, Kiyoshi Kurosawa

Mal estar absoluto. Pessoas perdidas em um mundo em crise, não à toa o personagem principal encarna uma daquelas profissões de mentira que só é possível na abstração digital do mundo contemporâneo, um especulador de produtos online, em um filme que parece remontar os filmes de vingança que Kiyoshi Kurosawa fazia nos anos 90 com sua maestria formal que só aumentou de lá para cá. Ele controla com muita calma quase que o filme inteiro, até chegar na explosão final com uma sequência de ação assustadoramente crua e visceral em uma escalada – ou seria melhor descida? – que chega em seu ponto final com uma virada metafísica que prova porque Kurosawa é um dos grandes mestres vivos do cinema.

Comentários

Uma resposta para “Iluminando os Cantos #3B – Os Melhores Filmes de 2025”

  1. Avatar de Erick

    Vc devia ser sacrificado pelo numero 9

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